domingo, 29 de março de 2009

Kazam


Pra começar, citaremos hoje duas situações.

1.
A ação de um tolo frente a realidade:
- Eu desejo, eu desejo, eu desejo...
e eis que nada surge.

2.
A ação do mais suntuoso dos reis com seu gigantesco montante de renda, em seu palácio no deserto, dirigindo-se, alucinadamente, ao seu imaginário funcionário fiel, após um dia inteiro sem consumir sequer um pingo de água:

- Eu me abstenho de toda a minha riqueza por um copo de água.
- Pronuncie isto aos servos!

E então o servo imaginário responde conscientemente - se é que isso é possível -:

- Meu senhor, TODOS os servos ora morreram ou fugiram da cidade movidos pela fome; creio que isso não poderá se realizar. Também estou com muita sede, meu caro senhor. Mas a foz é muitíssimo distante, e tanto eu quanto o senhor ficaremos sem água se alguém, incluindo nós mesmos, não a for buscar.

O rei, como acostumado a seu doloroso ócio, era incapaz de mover-se em uma tarefa tão "não importante" para a produção da riqueza social, normalmente realizada pela classe de servos.
Logo, eis que a água NÃO SURGE.

Portanto, não é por desejar do íntimo das suas vontades - e valorar pessoalmente por utilidade - um bem, que ele surgirá na nossa frente; assim como, mesmo que possua o máximo de moedas (renda) possíveis e se abstenha tão dolorosamente com o ócio de não consumi-las, que serão criados os bens que se necessita. Tão pouco ou quase nada fará a abstinência ou só a minha vontade se não for empregue o esforço, seja humano (trabalho) ou das próprias forças naturais, que modifica, cria, desenvolve e dá um sentido à matéria necessária (o bem útil).

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Isso aqui não é científico, e também não simplesmente um apelo moral e imaginário de "como deveria ser", isso aqui é apenas aquilo que se observa com os olhos quando se resolve abri-los.
Autor: Não é desconhecido, mas sim, apenas buscando desenvolver seu reconhecimento

domingo, 6 de julho de 2008

Dúbio


Para Daniel Pécaut, uma das principais características dos intelectuais brasileiros sempre foi buscar constituir-se com uma elite dominante. Esse fato é identificado por este autor como uma espécie de “tradição” dos intelectuais brasileiros que se repete desde os anos 30, quando se posicionaram como os únicos que realmente possuíam pleno conhecimento da realidade brasileira.

Venero tal comentário. Acabei de utiliza-lo em uma das críticas no meu outro blog "cinestroika". O mais interessente é a continuação do pensamento: Durante as primeiras décadas deste século, apresentam-se legítimos representantes das aspirações da nação. Durante os anos 50 e 60, como os legítimos representantes do povo e seu porta-voz. O Estado era visto como um aliado e, ao mesmo tempo, objetivo final dessas práticas políticas. Os intelectuais buscavam acesso ao aparelho estatal ou, ao menos, agir como consciência crítica e influente dos homens do governo. É dentro desta perspectiva e desta tradição "vanguardista" que os intelectuais de esquerda, inclusive aqueles que atuaram no cenário artístico-cultural, e inserem.

Hoje em um “bate-papo” familiar discutíamos sobre esse texto. Colocamos em destaque a influência esquerdista sobre a elite pensante brasileira. Com um olhar mais crítico, talvez com um pequeno regresso ao desenvolvimento cultural do país, é possível fazer tal conectividade. Principalmente a questão da ditadura militar.
No texto que trabalhei anteriormente, critiquei a posição de cineastas que somente fazem hoje o que é moralmente aceito e funcionalmente questionável, e que pode ser melhor traduzido percebendo que o que poderia haver de interessante no desenvolvimento da arte brasileira, se perde em anseios de provar que há algo de belo em dizer os erros, mas que quase nunca há movimentação dessa camada para que haja mudanças nos erros em questão. A crítica como desencargo de consciência e somente isso, variando entre a massagem do ego e a hipocrisia. É o ato de desespero diante da própria ignorância.

Valorizamos isso, e a meu ver isso não é saudável. Não se trata da discussão “O que é Arte?”. Trata-se da crítica em sua função política, descartando qualquer valor estético ou ideologias. Mas, aonde pretendemos chegar com isso?

Caetano Grippo

terça-feira, 20 de maio de 2008

Voce esperará para sempre?


Ela e ele estavam à espera. Esperavam por uma abertura, um no coração do outro. Mas ela estava enganada. Pensava que, mais uma vez, o veria diante de si suplicando por sua boca. Não estavam distantes, viviam no mesmo reino e seus corações dividiam o mesmo pulsar. No reino dos amantes não há diferença entre camponês ou cavaleiro. Mas ela insistia contra isto. Queria algo mais. Porém, isto o jovem já havia feito. Sem medo havia se aproximado e, como um cavalheiro, dito o que sentia por ela.

Diferente dos outros homens de sua época, ele não participou de guerras, não pediu a Deus, nem comprou cavalos ou carruagens. Apenas se entregou a donzela que ansiava. Como não obteve sucesso, esperou. Aguardou por meses. Solitário pensava com quem ela estaria dançando, quem a estaria cortejando, quem estaria elogiando seus cabelos e suas mãos. Mas por mais incrível que pareça levavam a mesma vida os dois. Seguiam paralelamente próximos. Até que se encontraram. Naquele dia a saudade trouxe o nervosismo e tentou aumentar o desentendimento que os dias longes promovem. Mas os olhos apaixonados trocaram as juras, as mãos se compromissaram até a morte e o desejo organizou a noite de núpcias.

Ela sabia o que queria. Sempre soube, mas negava e escondia o quanto podia. Ele, orgulhoso e magoado por ter sido dispensado da primeira vez, não queria se rebaixar a outra tentativa. Mas no final os desencontros se transformaram em amor. Ela e ele não viveram felizes, viveram juntos tudo o que há para viver além da felicidade.

Quando terminei de ouvir esta história, pensei se o mesmo poderia acontecer conosco. Poderíamos nos encontrar e com uma simples troca de olhares entendermos que não faz sentido a distância. Mas não vivo assim, não penso se sou parecido ou diferente dos outros homens. Apenas sei o que quero. E, diante de tantos meios de comunicação existentes no meu reino, se sentíssemos o mesmo não estaríamos distantes. Entristecido, por não poder esperar por um final de estórias, tentei descansar. Mas quando ouvi o nome do próximo conto me lembrei da pergunta que fiz ao meu amor:

- O que lhe faz falta?

Por Cabelo

quarta-feira, 14 de maio de 2008

sábado, 3 de maio de 2008

Vivemos ou fingimos?


Onde estão teus bens materiais que guardaste?

Onde estão teus amigos, pais e irmãos?

Onde guardaste aqueles sentimentos que preferiste não ter?

As perguntas são inevitáveis, sempre.

A vontade de mudar e as dúvidas são eternas.

O cansaço na maioria das vezes vence a coragem. Uma ordem te obriga aceitar enquanto buscas fatos e palavras para formar uma razão concreta, digna de uma recusa.

Aqui tudo o que há para fazer eu já fiz.

Porém, insisto em insistir, tento não me esquecer em tudo o que há de ruim dentro de mim.

Busco o que sobrou. Pergunto-me se sobrou algo além de ti.

Um adeus justo agora que somos quase amigos.

Eu sei que haveria mais, mas preciso ir.

Talvez te encontre aqui, por aí. Não te esqueças de que estou levando tuas palavras comigo,

teus olhos nos meus e todos meus sorrisos debochados.

Acredita-me. Eu não iria mentir diante de ti.

Um beijo, um insulto e um perdão.

Todos movidos pela pena que sentiste e pela tua falta de motivação.

Lamentavelmente não há o que entender. Vivemos ou fingimos? Não há o que entender.

É só uma simplicidade complicada para não dizer não te vás, para não dizer a verdade, para não dizer o que queremos e enfrentar as conseqüências.

Meus olhos se fecham, abrem-se, e às vezes se abrem e não vêem nada.

Flutuam entre paredes visíveis somente para eles, enquanto a mente viaja para entender o que aconteceu, o que foi dito e o que fizemos ou ainda fazemos os dois.

Vivemos ou fingimos?




Por: Cabelo

terça-feira, 29 de abril de 2008

Análise do filme Edukators


O filme Edukators reproduz o grande debate vivido no século XX, década de 90, e no início do século XXI, onde o a utopia da revolução socialista volta à tona em um momento de grande desilusão com um sistema alternativo ao capitalismo. E o porquê dessa desilusão? Para explicarmos tal desilusão, precisamos antes analisar como o mundo caminhou para onde está atualmente e quais foram as principais revoluções que se passaram, com o intuito de mudar esse mundo e torná-lo mais humano e justo.
A revolução francesa pode ser vista como a primeira revolução social de impacto mundial e repercussões nos mais longínquos lugares de nosso planeta. Os ideais de igualdade, fraternidade e liberdade foram perdidos no meio do caminho para se tornarem apenas igualdade, fraternidade e liberdade segundo os interesses da burguesia da época, embora tenha sido fonte de inspiração para diversas revoluções posteriores e muitos discursos recentes.
Dando um salto no tempo, chegamos à revolução russa de 1917. Obviamente, essa não foi a única revolução social nesse intervalo de tempo, mas para fins de nossa análise foi a mais relevante, mundialmente falando, dentre as outras. Temos, pela primeira vez, um país inteiro sob a lógica socialista, mas que com o passar dos anos e o acirramento das corridas armamentista e espacial, torna-se refém futuro dos interesses do capital, até que entra em colapso seu sistema no final dos anos 80. Nesse meio tempo temos revoluções na China, Vietnã e Angola, para citarmos algumas, com caráter socialista, mas que se desvirtuaram também.
Toda essa revisão histórica, aliado à juventude lutadora e crítica feroz do sistema capitalista dos anos 60 e 70 que em muitos casos também se "desvirtuaram" de seus ideais em função de outros interesses, constituem pano de fundo do filme e lançam algumas perguntas, tais como: O que é ser revolucionário hoje em dia?, Como fazer essa luta? , Como vencer o comodismo e a alienação da mídia sobre nós?
Os jovens, Jan, Jules e Peter fazem parte da nova juventude revolucionária, reféns de um mundo condicionado ao comodismo imposto tanto pela desilusão vivida com gerações passadas tanto quanto com revoluções passadas e, por isso, buscam uma forma de protesto inédita e que mexa com o psicológico do sistema capitalista.
A forma de protesto por eles adotada é, então, inusitada. Invadir mansões de famílias ricas, desarrumar todos os móveis e deixar um bilhete ameaçador. Tal protesto criaria uma espécie de pânico na burguesia e faria com que ela se sentisse ameaçada, facilitando que os pilares que sustentam o sistema se rachem.
Por essa maneira de agir eles se auto-intitulam "Os Educadores", fato que podemos relacionar com o conceito durkhaimiano de anomia social. Os educadores se constituem como uma doença que busca destruir a sociedade capitalista. Essa doença tenta ganhar força a fim de deixarem de ser apenas um fato social comum e serem uma anomia social, onde as taxas de "educadores" espalhados pela sociedade aumentaria significativamente, como um vírus que se propaga dentro de um sistema orgânico tentando consumi-lo e chega a um ponto onde se torna um problema sério.
O conceito da dialética pode ser empregado aqui também para tentarmos explicar os educadores. O sistema capitalista seria nossa tese, sendo os educadores a antítese dessa tese, que convive dentro do sistema por um tempo e quando ganha força suficiente quebra com essa tese, revelando-nos uma síntese, onde um sistema novo e antagônico à tese e a antítese se constituirá. Esse novo sistema, de cunho socialista, se constitui na síntese e a luta dos jovens educadores a antítese.
Outro aspecto importante do filme é o personagem Hardenberg, que a priori nos parece como um mero empresário com ideais tradicionalmente neoliberais, mas que posteriormente descobre-se que ele na verdade foi um dos mais importantes líderes estudantis críticos ao sistema capitalista. Tal fato causa espanto nos jovens seqüestradores e lançam a pergunta: como alguém com os ideais defendidos por Hardenberg na juventude pode se tornar um expoente máximo do sistema que tanto ele criticava?
Por esse ponto, vemos como que as forças e pilares do sistema capitalista são fortes e persuasivas. A influência cultural que nos é passada é tamanha, que mesmo um crítico do sistema pode se ver como um importante aliado desse sistema em um futuro não tão distante. A propaganda capitalista, veiculada pela mídia e pelos laços culturais a que somos criados e absorvemos são as principais maneiras de destruírem ideais. A cena em que Hardenberg está lavando roupa no cativeiro é vital para explicar isso. Essa propaganda e a cultura capitalista são instrumentos de coerção social contra possíveis movimentos contrários ao sistema vigente.
Alguns conceitos marxistas, como o de super-estrutura, aparecem no filme mostrando como realmente são frutos das relações de produção. No caso, Jules foi punida a pagar uma dívida, por causa de uma batida de carro, para um rico empresário que sequer precisava de outro carro, pois tinha diversos outros na garagem, e, portanto, a justiça foi justa aos interesses de quem é o grande beneficiado das relações produtivas.
A mercadoria fetichizada, conceito elaborado por Marx, aparece no filme em diversos momentos, mas principalmente quando Jan fala para Jules da mercantilização dos símbolos de protesto contra o capitalismo no passado e também em Hardenberg, onde ele trabalha para comprar produtos que almeja, mesmo que ele não necessite deles. Como carros importados diversos, iates, casas de campo, etc. Os jovens criticam esse consumismo desenfreado que no sistema capitalista é ordem vital. Os produtos na sociedade são tratados como se fossem coisas com poderes especiais, que fossem mudar nossas vidas e isso nos incentiva a adquiri-los, fazendo nossa existência basicamente fruto da aquisição de mais produtos. Nesse ponto, o personagem de Hardenberg é essencial na abordagem, pois ele adquiriu produtos por puro status social.
O final do filme também se revela surpreendente, ainda mais pela frase deixada para os policiais na parede do quarto dos jovens: "Algumas pessoas nunca mudam". Não sabemos se foi direcionada ao passado de Hardenberg, e por isso ele no fundo ele ainda nutre sentimentos revolucionários, ou se foi direcionada ao Hardenberg atual, onde uma pessoa corrompida dificilmente não deixará de ser corrompida. Além disso, o filme não termina com um clichê de "ideais mortos" ou "revolução apagada pela coerção social", pois os jovens estão se preparando para realizar o plano de Jan e desativar os satélites de TV da Europa, no iate de Hardenberg, alimentando ainda mais a incógnita em relação à frase do apartamento.
De fato, Edukators é um filme interessante, pois traz a tona debates que podem passar despercebidos atualmente, seja pela alienação social, seja pelo comodismo social fruto de desilusões passadas. Mas o grande ponto chave do filme é a proposta de uma alternativa a essa situação, uma alternativa à revolução, que é através dos educadores. Essa alternativa soa muito parecida com o que Marx e Engels tratam no Manifesto Comunista: "O proletariado, a camada mais baixada sociedade atual, não pode erguer-se, recuperar-se, sem estilhaçar toda a superestrutura de estratos que constituem a sociedade oficial". Ou seja, somente através de uma reestruturação ideológica que se pode questionar o sistema vigente.
Essa reestruturação ideológica passa também por uma espécie de guerra psicológica contra a burguesia dominante, onde as ações dos educadores fariam com que a "paz e segurança" vividos e sentidos por essa classe social seja ameaçada pelos verdadeiros sentimentos da maioria da população, abrindo espaço para a destruição do sistema através das rachaduras provocadas por essas ações.

Leonardo Segura

quinta-feira, 10 de abril de 2008

A História da Arqueologia - A Arqueologia Inglesa


A Arqueologia Inglesa foi constituída durante o Imperialismo, e foi muito importante para definir o “propósito imperialista da Inglaterra”.[i] Isso auxiliou as novas correntes intelectuais a definir e a sustentar esse imperialismo, que foi feito através da construção de identidades opostas , gerando uma idéia de ascendência cultural.
Esta vertente científica, no início, trabalhou para criar um mito de origem que deveria ser diferente do mito da origem teutônica (que não chega a desaparecer). Este novo mito foi criado a partir da idéia em que o Império Romano, quando chegou à Britânia, teria trazido a civilização aos bretões, cuja presença tinha sido detectada no sul da chamada Britânia. Aliás, localizar os povos que eram descritos nos documentos e que deram origens às atuais nações é uma das tarefas dessa ciência desde que ela começou a esboçar-se, no século XVI.
Nos séculos XIX e XX, a Arqueologia Inglesa passou a proporcionar histórias que culminariam com a criação de uma Identidade Nacional, história contada através dos achados arqueológicos. Assim, ligar identidades étnicas a achados arqueológicos e trazer um sentimento de pertencimento era extremamente importante para a época: afirmar sua identidade sobre a do “outro” era à base do imperialismo inglês.
Dessa forma, foi criada a teoria da Romanização, na qual interpretava que Roma teria expandido para levar seu modelo de civilização (herdado pelos europeus) aos nativos. Isso foi muito importante para a Inglaterra durante os séculos XIX e XX: o conceito de Romanização trazia imagens opostas entre os romanos (“civilizados”) e os nativos (“não-civilizados”), o que ajudou a Inglaterra a justificar o imperialismo sobre a Índia, por exemplo.
Com isso, um paralelismo foi criado entre os “civilizados” (romanos e ingleses) e os “não-civilizados” (bretões e indianos), que não era muito preciso, mas que teve uma grande importância. Afinal, este conceito, juntamente com o paralelismo criado em seu entorno, trouxe mais uma justificativa para o imperialismo: levar a civilização, herdada dos romanos, para o mundo.
Esse modelo de oposição, embora importante, não foi o único. Outro modelo de interpretação, que pregava mistura racial entre romanos e bretões, foi formado, entretanto, ele só ganhou importância na época da Primeira Guerra Mundial. Nas décadas de 1930-40 o Império Romano passa a ser visto como “uma ameaça à segurança nacional”, um “despotismo estrangeiro”.[ii]
Dessa forma, a Arqueologia inglesa surge para justificar o imperialismo e
Constituir uma identidade nacional (anglicidade) através da criação do mito de origem. Esta ciência teve um grande valor em trabalhos acadêmicos e as imagens criadas por eles tiveram uma grande repercussão popular. O aspecto eurocêntrico da Arqueologia inglesa deve ser, como diz Hingley, um objeto de crítica, mas deve-se considerar sua importância para a formação dos Estados nacionais.



[i]HINGLEY, Richard. Concepções de Roma: uma perspectiva inglesa. In FUNARI, Pedro Paulo Abreu (organizador e revisor técnico). REPENSANDO O MUNDO ANTIGO; Série Textos Didáticos, nº47, 2ª edição (revisada e ampliada) ,IFCH/UNICAMP. p.28
[ii] HINGLEY, Richard. Op. Cit. p.53



Arqueóloga Marina