
Para Daniel Pécaut, uma das principais características dos intelectuais brasileiros sempre foi buscar constituir-se com uma elite dominante. Esse fato é identificado por este autor como uma espécie de “tradição” dos intelectuais brasileiros que se repete desde os anos 30, quando se posicionaram como os únicos que realmente possuíam pleno conhecimento da realidade brasileira.
Venero tal comentário. Acabei de utiliza-lo em uma das críticas no meu outro blog "cinestroika". O mais interessente é a continuação do pensamento: Durante as primeiras décadas deste século, apresentam-se legítimos representantes das aspirações da nação. Durante os anos 50 e 60, como os legítimos representantes do povo e seu porta-voz. O Estado era visto como um aliado e, ao mesmo tempo, objetivo final dessas práticas políticas. Os intelectuais buscavam acesso ao aparelho estatal ou, ao menos, agir como consciência crítica e influente dos homens do governo. É dentro desta perspectiva e desta tradição "vanguardista" que os intelectuais de esquerda, inclusive aqueles que atuaram no cenário artístico-cultural, e inserem.
Hoje em um “bate-papo” familiar discutíamos sobre esse texto. Colocamos em destaque a influência esquerdista sobre a elite pensante brasileira. Com um olhar mais crítico, talvez com um pequeno regresso ao desenvolvimento cultural do país, é possível fazer tal conectividade. Principalmente a questão da ditadura militar.
No texto que trabalhei anteriormente, critiquei a posição de cineastas que somente fazem hoje o que é moralmente aceito e funcionalmente questionável, e que pode ser melhor traduzido percebendo que o que poderia haver de interessante no desenvolvimento da arte brasileira, se perde em anseios de provar que há algo de belo em dizer os erros, mas que quase nunca há movimentação dessa camada para que haja mudanças nos erros
Valorizamos isso, e a meu ver isso não é saudável. Não se trata da discussão “O que é Arte?”. Trata-se da crítica em sua função política, descartando qualquer valor estético ou ideologias. Mas, aonde pretendemos chegar com isso?
Caetano Grippo
6 comentários:
Pretencioso esse texto, não?
hmm...pq pretencioso esse texto sr. anônimo?
A arte pode ser entendida como uma representação do status quo econômico, político e social de determinada sociedade...daí o debate acerca de sua finalidade ser extremamente válido.
Obviamente que não é só isso que determina a arte vigente...mas acredito que sejam alguns dos fatores.
Deletaram o outro comentário?
era meu...tinha escrito errado, daí deletei! ehhehe
Tinhamos que divulgar esse blog...
Pensar em alguma coisa.... e fazer o pessoal voltar a escrever.
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