segunda-feira, 7 de abril de 2008

A História da Arqueologia


Uma visão geral
A Arqueologia, como ciência, nasce durante o auge do Imperialismo, no século XIX. Esta nasce já com um nome pretensioso: a palavra Arqueologia significa “o relato das coisas antigas”.[i]
Sua própria nomenclatura levou o senso comum a pensar que a Arqueologia estudaria apenas “coisas” ou “artefatos”. Entretanto, esta ciência estuda, aquilo que é denominado ecofato e biofato (“vestígios do meio ambiente e restos de animais associados aos seres humanos” [ii]) e, também, o próprio homem e sua relação na sociedade.
A primeira grande mudança nesta ciência veio apenas na década de 1960, com uma proposta “arqueológico-antropológica”,[iii] conhecida como New Archaeology. Este novo modelo teórico tratava a Arqueologia não apenas como uma ciência que só recuperava os resquícios do passado, mas a tratava como “o estudo da cultura material que busca compreender as relações sociais e as transformações na sociedade”.[iv]
É claro que a Arqueologia não surgiu de maneira uniforme, o que explica suas várias diferenças pelo mundo. Desta forma, especificar o surgimento de uma ou outra vertente arqueológica significa entender em que contexto histórico esta ciência surgiu e como ela foi utilizada durante o tempo. Além disso, há uma divisão geral, na qual separa a Arqueologia Estadunidense da Européia.
A Arqueologia Americana desenvolveu-se a partir da antropologia, que estava preocupada em estudar os nativos da região. Esta vertente científica teve um grande desenvolvimento no século XIX, que resultou na criação da chamada Arqueologia-histórica, que foi definida como o “estudo da Arqueologia do “mundo moderno” (a partir do século XV)”.[v]
A Arqueologia Européia, diferentemente da estadunidense, surgiu derivada da filologia e da história, no século XIX, conhecida como Arqueologia Clássica, por estudar os vestígios da Civilização Ocidental. A Arqueologia Européia também criou outras vertentes, hoje conhecidas como Arqueologia Egípcia e Arqueologia Bíblica, para citar apenas dois exemplos.

[i][i] FUNARI, Pedro Paulo Abreu. Arqueologia; 2ª edição, São Paulo, Contexto, 2006. p. 13. Grifo meu.
[ii] FUNARI, Pedro Paulo Abreu. Op. Cit. p. 14
[iii] FUNARI, Pedro Paulo Abreu. Op. Cit. p. 17
[iv] FUNARI, Pedro Paulo Abreu. Op. Cit. p. 15
[v] FUNARI, Pedro Paulo Abreu. Op. Cit. p. 23


Arqueóloga Marina

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